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Ternos com caimentos folgados, ombreiras, roupas de padre, de carroceiros, rendas, babados, donas de casa, comerciantes e executivos de televisão. Gente simples passa através do tempo (1918-1975) mostrando costumes, modos de vida e de se vestir nas cidadezinhas do interior brasileiro. Um país rural, ainda ingênuo se retrata no filme Chico Xavier.

Tudo é perfeito, nada fora do lugar. Era assim que era e é assim que deve ser mostrado. Trabalho sério, bem montado, com uma urdidura de história que nos prende por quase duas horas. Os figurinos?  Bem, eles aparecem como deve aparecer o “elegante” – ser percebido sem se mostrar.

Tudo corre fiel ao seu tempo. Detalhes sutis como os paramentos dos religiosos e os cortes de cabelo “bodinho” para os meninos no início do filme e “americano” para os homens quando a história entra nos anos 50.

Nas reuniões familiares os estilos das vestimentas andam par e passo aos talheres, pratos, toalhas de mesa e aos quadros de parede. Minúcias como camafeus, jóias, roupas de sair aos domingos ou viajar ressaltam o esmero cuidadoso na reconstituição das épocas.

No início da jornada, um camisão em algodão áspero veste o pequeno Chico que, assustado com sua condição, conversa com a mãe, falecida, trajada em vestes de um tempo antigo. Ao retratar essa época, uma luz em suave dourado banha as cenas e realça os tecidos. Da infância não tão risonha e franca do protagonista passamos para o tom azulado da iniciação e do momento da virada – o herói é desafiado e aceita sua sina. Já nos anos 70 aparecem o pop, as calças boca-de-sino, a gola rolê e os casaquinhos de Ban-Lon. Tons de cinza se firmam e os questionamentos da imprensa se intensificam. Só vi, até hoje, um filme tão fiel a figurinos, objetos e ao modo de viver brasileiro, quando se retratam épocas. Foi o filme-novela Haru e Natsu – mas era uma produção japonesa.

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  • (qto a Chico) pois eh mais ae eu penso: vc falou bastante sobre a fidelidade ao figurino desse filme mas…. o que quiz dizer, era um elogio sobre a produçao ou uma crítica? Parece que achou bom, devido ao comentario final. Ou pode ser q tu tenhas achado que, por ser um filme de cunho espiritual fosse muito apego ao materialismo, será? Pode se pensar por esse lado, mas, eu já acredito que, os espiritas procuram fazer td perfeitamente, também devido a necessidade de divulgaçao do mundo espiritual entaum, tem de ser um filme de competencia espirita porém, com as regras de cristo sempre: amor, caridade, humildade. Nosso lar por exemplo, teve auxilio do exterior para ser feito, conexáo com as comunidades espiritas, eh uma obra muito bem elaborada, enfim escrevo porque fiquei sem saber se tu gostou ou naum. (eu tbém náo estou criticando, soh fiquei na duvida)

  • Olha eu disse que a produção é esmerada, inteligente e muito bem feita.
    que os trajes são fieis às suas épocas.