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“Prefiro alguém que me diga claramente o que tenho a fazer do que aquele que me dá sugestões indiretas, bem-educadas, mas que preciso adivinhar. São dois trabalhos: primeiro, descobrir o que a pessoa quer e depois, realizar o trabalho. Por isso, gosto de um comando direto, do tipo: ‘Mário, faça tal coisa! Mário vá para a direita! Mário, vire à esquerda!’ Eu gosto de que me mandem, prefiro isso a ouvir insinuações pouco eficientes”, comentou um amigo numa mesa de bar, causando surpresa geral. E olha que ele é um profissional bem-sucedido.

Mas com razão. Uma ordem direta, incisiva e clara sobre o trabalho a ser executado poupa tempo, facilita a compreensão, define responsabilidades e o prazo de execução.

Há duas maneiras de mandar: uma pela sugestão e outra pelo comando direto. Na maioria das vezes e, com a maior parte das pessoas, assuma o comando e mande. Porque tem gente que nasceu para ser mandada e aprecia isso. Prefere receber uma ordem a ter de pensar sobre as coisas a serem feitas. É natural. O mundo está dividido em pessoas que mandam e outras que obedecem. Quando você manda, está fazendo um favor para este tipo de indivíduo.

As regras das boas maneiras, educação e do politicamente correto vieram para confundir as noções de autoridade. Muitas pessoas foram criadas na idéia de que o mando direto não é polido, temos de pedir a execução das tarefas quase implorando. Nada mais falso, muitos precisam de orientação e comando. Por isso, não peça, mande. O que não o desobriga do pedir com  bons modos, do faça-me-o-favor e do agradecimento depois da tarefa feita.

E, uma vez mandado, cuide para que seja cumprida a ordem, senão você perde a liderança e a força de mandar. Gente mal-mandada e “lombo liso” existem em toda parte. Se precisar, chame a atenção em particular e dê mais uma chance. Se o outro não se corrigir, “mande” embora. Conheci um empresário que dizia: “Quando você pensa em despedir alguém está no mínimo dois meses atrasado.”

Participo de muitos debates e reuniões e vejo-as se perderem, saírem dos seus objetivos porque, principalmente, entre gente que não se conhece, fica aquele ar de “quem vai coordenar isto?” Se você observar que ninguém é o comandante natural, assuma o comando e faça um favor para todos, coordene a reunião.

Nos dias atuais, a carência da autoridade e do mando está nos levando a uma espécie de caos, faltam comandos disciplinares nas escolas, na polícia, na política, nas empresas e principalmente nas famílias. Pais devem comandar, filhos obedecer.

É claro, outros fatores entram em conta, autoridade oficial, moral, liderança, experiência, credibilidade e uma característica que esquecemos sempre – sabedoria e astúcia no comando. Uma vez o imperador romano Augusto estava prestes a enfrentar uma rebelião entre os seus comandantes. Ele chegou à barraca onde todos estavam reunidos, ouviu de fora o burburinho, entrou e imediatamente disse em voz alta e imperativa: “Todos sentados!” Os generais sentaram-se e ele coordenou a reunião em bom termo. Mais tarde explicou: “Em pé eles teriam mais força de conjunto, sentados eu os fragmentei.” Isto é astúcia de comando.

Mas cuidado, comandar é diferente de querer controlar os outros.

Pessoas podem ser mandadas, nunca controladas. Isto está fora do seu domínio e se tentar pode se aborrecer muito. É aqui que muita gente confunde a autoridade do mando com a intervenção na vida alheia e se dá mal como chefe.

O maior de todos os mandos é aquele que a gente faz sobre nós mesmos. Principalmente o exercício da autoridade sobre as opiniões que emitimos. Certo é o ditado: Sou dono do meu silêncio e escravo das minhas palavras.

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