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Com o encurtamento da noção de tempo sobre a maturação natural das coisas e dos saberes humanos, observo nas faculdades e nas empresas, jovens ansiosos a respeito das suas carreiras tentando freneticamente cortar caminho na escalada aos postos de diretoria. Pretensão justificada, mas inócua.

A não ser que seja um gênio precoce ou o filho do dono, você vai passar pelas requisitadas 10 mil horas de prática constante a respeito da sua profissão. Não queira pular etapas, todos percorremos os dez anos regulamentares para começar a nos firmar na profissão escolhida. Conforme a ocupação, mais tempo ainda. Para o bom profissional, toda uma vida de aprendizado é pouca. “Longa é a arte, curta é a vida” – diziam os gregos.

Estudiosos das formas da aquisição e do desenvolvimento da perícia calculam ser este o período necessário para uma pessoa normal adquirir e incorporar as habilidades mais complexas do labor humano. Isto é, para que o saber fique gravado profundamente e se transforme em conhecimento tático e acessível com facilidade, é necessário um longo percurso.

A este caminho denominamos carreira. Em inglês, uma estrada bem traçada, ao contrário de job (emprego), que significa uma pilha de carvão ou de toras. Se você estuda, pratica e procura constantemente o aperfeiçoamento daquilo que faz, está numa carreira. Se for para a empresa apenas para cumprir tabela e pegar o seu salário no final do mês, está num trabalho, num job. A diferença da sua atitude, hoje, vai ser percebida no futuro – sucesso significa aquilo que sucedeu. Estes dias, conversando com um jovem, perguntei: “E os estudos, como você está?” – Ele me respondeu: “Já terminei.” – “Terminou o quê?” – “O ensino fundamental.” Pobre rapaz, ainda não entendeu nada sobre como funcionam as coisas. Tentei alertá-lo sobre a necessidade do estudo constante, mas parece que minhas palavras não surtiram efeito.

Apesar do barulho das campanhas de motivação, dos esforços dos RHs e das centenas de artigos sobre comportamento profissional, a não ser no futebol, treina-se muito pouco no Brasil. O pensamento recorrente entre os donos das empresas é: “Não vou dar treinamento para meu funcionário porque ele, depois, por causa de uma oferta um pouco melhor, vai se bandear para a concorrência e fico na mão. Treinei para o outro.”

Não percebem que treinamento cria senso de pertencimento e lealdade entre os funcionários. E que o profissional, estimulado pelo constante retreinamento, ganha autoestima, faz melhor o seu trabalho e aumenta a qualidade dos produtos e serviços. Com certeza, o trabalhador bem treinado custa menos, porque desperdiça menos. Que tal trocar a competitividade caótica das hordas estimuladas pela adrenalina das campanhas motivacionais pela tropa disciplinada dos profissionais bem treinados e competentes?

Faz parte do trabalho daquele que lidera gerar ambição, estimular a melhoria constante e gradual da acumulação de conhecimento e capacidade daqueles que trabalham com ele.

Os profissionais que se beneficiam dos programas de treinamento criam vínculos fortes com a organização, suportam, aceitam e dão apoio nos momentos difíceis. Estão dispostos a trabalhar em horário extra e a empreitar com melhor empenho as tarefas desafiadoras.

O chamado marketing pessoal é uma panacéia, um fogo de palha que brilha muito e dura pouco. O segredo de uma carreira bem sucedida é fazer como o ciclista de competição: baixar a cabeça e pedalar sem parar. Treino e estudo sempre.

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