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A reclamação é geral, de um lado ouve-se: “Meu chefe é muito autoritário e controlador, não me deixa trabalhar.” Do outro: “É preciso rígido controle desta turma, senão fazem corpo mole e nada sai a contento.” Controle é bom, mas o seu excesso trava a criatividade e a espontaneidade das pessoas. E hoje, mais do que nunca, as empresas precisam de ambiente criativo e inovador.

O controlador, tanto no ambiente pessoal – com a mulher, marido ou filhos – quanto no ambiente empresarial, precisa saber que, quando nos armamos de muitas defesas, criamos exatamente as condições para acontecer aquilo que mais tememos ou procuramos evitar. Isto é, o excesso de autoridade trabalha contra a autoridade pretendida. O controle sub-reptício foge ao controle.

Se você precisa controlar muitas coisas, troque de verbo: substitua “controlar” por “cuidar” e verá que essa atitude fará uma grande diferença no seu dia-a-dia, em relação ao nível de estresse e aos resultados dos esforços. Pois, quando “cuidamos de algo”, trabalhamos com mais suavidade e carinho, e “a coisa a ser controlada” sente a força sutil das nossas ações. Controlar, sem controlar, é a regra do jogo.

É por isso que cuidamos do jardim e não o controlamos. Cuidamos dos animais e não temos controle pleno sobre eles. Na vida pessoal é melhor cuidar da saúde, do tempo e do dinheiro do que pretender controlá-los a ferro e fogo. O cuidado, quando feito com atenção e zelo, só traz alegria e satisfação, ao passo que o controle é sempre tenso e difícil.

O próprio ato de cuidar traz consigo as atitudes de zelo, cautela, precaução e atenção. A responsabilidade é mais nossa do que do outro. Ao cuidar, somos mais senhores da situação do que quando almejamos o controle de tudo. A vida precisa de mais cuidados e menos controles. Ninguém gosta de ser controlado, mas todo mundo deseja ser cuidado.

Controlar é uma atividade de mando e de subordinação decorrente da força da posição. “Ou você faz, ou…” – diz o controlador.

Líderes que cuidam em vez de controlar emanam o que chamamos de “autoridade afetuosa”, o que os torna imbatíveis em seus cargos de liderança. Por isso é melhor persuadir por meio do convencimento e da emoção do que obrigar alguém a fazer alguma coisa tentando controlar os seus passos.

Se aqueles que exercem as atividades públicas da educação, saúde e trânsito, em vez de querer o controle absoluto sobre os trabalhos, se limitassem a cuidar dos mesmos, a sociedade viveria mais feliz, obedeceria às regras e não criaria tantos subterfúgios para escapar aos controles. Mas, como o poder público faz o controle para poder multar e cobrar impostos e não para resolver os problemas, permanecemos “cada um por si” e a desobediência se instala. É por isso que existe “lei que pega” e “lei que não pega”.

Quanto mais tentamos controlar os outros e a nós próprios, mais ficamos presos nas armadilhas que o destino nos arma. Animais capturados em redes,quanto mais se debatem mais ficam embaralhados nas malhas.

Permitir que os nossos  colaboradores tomem iniciativas, exponham suas idéias e dêem sugestões é o verdadeiro exercício da liderança. Pessoas seguras da sua posição não precisam exercer o controle absoluto das tarefas. Elas apóiam os outros a tomarem as rédeas e sentirem a responsabilidade das suas decisões.

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