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Empresas vivem solicitando aos seus colaboradores, em tom de quase desespero, para que mudem seus comportamentos e atitudes e se ajustem às novas necessidades administrativas e de vendas. Chamam a isso de modelos mentais, quebra de paradigmas e do que mais estiver em moda no momento. Mudar é a regra do jogo. “Mudem, porque só mudando vocês poderão nos ajudar a vender mais, conquistar territórios e trazer lucros para os nossos acionistas”, dizem diretores e gerentes em reuniões de motivação que se repetem ad eternum.

Como ninguém nasceu completo, nem sabendo tudo, as transformações pessoais exigidas nunca acontecem no tempo que desejamos e nem como as planejamos, pois estamos sujeitos às forças das “circunstâncias”. São elas que moldam nossa vida, carreira e modo de ser. Percebê-las, adaptar-se e saber tirar proveito delas é prova de sabedoria.

Aqueles que, independentemente ou não dos estímulos das suas empresas, escolheram a busca constante pelo aprimoramento pessoal e profissional, com o tempo notarão que os ensinamentos e os mestres chegam na hora certa e na ocasião propícia. Mas, atenção, não temos nenhuma ingerência sobre este processo a não ser o trabalho de alimentá-lo e provocá-lo com a nossa busca. A este momento os gurus da motivação andam chamando de “salto quântico.” Ora, salto quântico, tenha paciência!

Profissionais que almejam aprimoramento sabem da necessidade da procura constante de novas ideias, conceitos e ensinamentos. Buscas que possam promover as mudanças na forma de melhoria de procedimentos, hábitos e comportamentos. Mas isso só vai acontecer depois de muito empenho em reflexões e observações sobre os nossos sentimentos mais íntimos, principalmente as deficiências. Sem essa incubação não acontece o insight ou, melhor – o clic.

E isso se processa quando algum fato nos chama a atenção e sugere sutis ligações com o objetivo da nossa busca interna. As percepções aparecem de vários modos: por meio de sonhos e conversas, ao receber críticas e decepções no trabalho ou nos relacionamentos. No tempo de doença grave em nós ou em amigos e familiares. Podem aparecer em qualquer situação, como ao passear à toa, ao realizar um trabalho mecânico ou observando uma situação alheia. O fato, por mais banal ou inusitado que seja, deve nos chamar a atenção e sugerir as ligações com as buscas por melhorias pessoais. Por isso, é preciso estar atento aos momentos em que a oportunidade para a virada se apresenta – na maior parte das vezes, por segundos – para que possamos fazer a correta relação entre a mensagem sutil que nos é ofertada e a transformação desejada. Trabalhe muito, faça sua solicitação ao cosmo e não saia de perto que a resposta vem.

Essas mensagens, quando bem capturadas e trabalhadas, têm o poder da pedra de toque dos encantamentos. É algo nos dizendo quase num sussurro: “Aí está a solução para sua busca, saiba aproveitá-la.”  Se não prestarmos atenção à resposta do chamado ela desaparecerá e perdemos a oportunidade para dar um passo em direção aos nossos objetivos. Nessas situações temos que ser espertos para reconhecer o recado e fixar o ensinamento. Pois, além de perceber o clic, temos o trabalho de  capturá-lo e administrá-lo, muitas vezes por dias ou semanas, até a incorporação do novo aprendizado.

Novamente vamos ter mais momentos de reflexão. Escrever as mensagens percebidas e meditar sobre elas durante alguns dias será uma necessidade. Se precisarmos, depois dessa fase poderemos comentar e debatê-las com alguém da nossa confiança. Compartilhar a experiência, por mais bizarra que possa parecer, e discutir o que ela está querendo nos dizer vai nos ajudar a descobrir significados e a fixar o novo comportamento ou hábito. E assim, de clic em clic, a vida vai passando e nos deixando melhores. Sócrates foi sábio em dizer: “Uma vida sem reflexão não merece ser vivida.”

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