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Há certas palavras que parecem ter significados iguais, mas não têm. Por exemplo: limite, divisa e fronteira. “Limite” é a linha que separa cidades; “divisa”, os estados; e “fronteira”, os países. Quer saber outras, estas do universo da comida: naco, fatia e bocado? Vamos lá, “naco” é um pedaço grande; “fatia”, um pedaço pequeno; e “bocado”, uma porção de alimentos que levamos à boca de uma só vez.

E, já que estamos num ambiente de alimentação, vamos à diferença entre osteria, trattoria e ristorante: osteria é a forma mais simples de um estabelecimento que serve refeições – a mãe fica na cozinha, o pai no caixa e os filhos dão suporte atendendo o salão. Já a trattoria é uma osteria que melhorou de vida – nas trattorie existem empregados, um garçom, ajudante ou cozinheiro. E o ristorante conta com uma equipe profissional. É claro que o preço sobe à medida que o número de empregados aumenta e, a pretensa qualificação, idem. Se acertar e souber algumas dicas, você pode ser mais bem tratado e degustar uma comida melhor em uma pequena e familiar osteria do que num restaurante de luxo. É por isso que quem descobre uma boa casa, só faz a divulgação para os amigos. Já a cantina, outra designação que damos aos muitos estabelecimentos italianos, sejam eles verdadeiros ou não, nasceu no universo militar e significava um local albergado para refeições. Dos quartéis, o nome migrou para os hospitais, escolas, estações de trem ou rodoviárias.

Há muita gente que pensa que, ao dar um nome italiano à casa, colocar toalhas xadrez de cores vermelho e verde nas mesas, pendurar alho, presuntos e salames na sala e dispor uma boa quantidade de garrafas de vinho pelo espaço, já está criando uma cantina. É preciso muito mais que isso – boa e farta comida italiana, em primeiro lugar.

As cantinas de antigamente eram rústicas e atendiam especialmente aos marinheiros. Tanto é que também se diz de outra forma, que são  casas comerciais que se ocupam em vender coisas para os homens do mar, logo, uma casa de aviamento, porque “quem vai ao mar avia-se em terra.” Os ítalos do sul do Brasil também chamam de cantina uma loja onde se vendem vinhos.

E, como curiosidade, “cantina” na África é um pequeno estabelecimento comercial localizado em um local ermo ou num subúrbio. É a nossa popular “venda” ou “bolicho”, tão comum nas zonas rurais do interior. Todos estes são nomes de estabelecimentos italianos. Jamais veremos uma cantina japonesa ou de comida nordestina, mas, como no Brasil tudo pode acontecer, é bom nos resguardarmos. Porque misturar feijoada com sushi e espaguete com churrasco a turma já está fazendo.


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