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Recentemente acompanhei a reforma da casa de minha sogra. Por lá passaram vários tipos de profissionais: pedreiros, serventes, marceneiros, colocadores de vidros, entregadores, eletricistas. Muitos deles faziam o que tinham que fazer e iam embora.

Um dia chegou o lixador de tacos, um cara nojento que logo de início ganhou a minha antipatia. Veio numa Kombi velha e na entrada  reclamou dos entulhos e das caliças, coisa normal em qualquer construção.  Acredito que ele queria um tapete vermelho para receber a sua arrogância. Trouxe consigo dois adolescentes, desses que usam tênis da moda, piercing e grossos colares. O sujeito deixou os rapazes fazendo o serviço, entrou na sua Kombi e ficou lá dentro, sem fazer nada, até terminarem o “trabalho”. Este cara deveria ser preso por exploração de menores. Resultado: serviço mal feito e refeito sob ameaça de justiça pelo mesmo sujeito dias depois.

Na semana seguinte dois marceneiros vieram para colocar armários. Logo que chegaram a obra vi pelas caixas de ferramentas que estava lidando com verdadeiros profissionais. Trouxeram ao todo sete caixas, todas muito bem organizadas. Portavam dezenas de tipos de ferramentas, furadeiras de boa marca, brocas de qualidade, vários tipos colas e fitas, diversas modalidades de parafusos, calços já preparados em vários formatos e padrões e materiais de apoio e limpeza. O chefe, um sujeito fechado, de poucas palavras, mas de muita ação, trabalhava com mestria, sempre chamando atenção do seu assistente sobre a limpeza das peças que colocava e os pequenos detalhes de cada arrumação. Trabalharam rápido, com total concentração ao que faziam, não deixando nada para trás. Apertos precisos nos parafusos, calços nos lugares certos e limpeza constante. Dava gosto vê-los trabalhar. Esses eu indicarei sempre e, quanto ao lixador, ele que se lixe. Vai continuar reclamando da sua profissão o resto da vida.

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  • Excelente, parabéns pelo texto e por nos contar este caso!
    Profissionais de verdade são raros.
    Abraços