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As escolas, a partir de determinado momento, bloqueiam a criatividade das crianças. Em vez de prepará-las para uma vida plena, ensinam-nas a cooptar com “o sistema”, acatar suas ordens e a se formatarem – entrar numa fôrma. Raras são as que escapam para viver uma vida diferente da maioria. Algumas irão gozar os privilégios da genialidade reconhecida, outras sofrerão as agruras dos incompreendidos pela sociedade, inclusive pela própria família. Ser diferente custa caro e exige contrapartidas pesadas. A ovelha negra não reconhece a sua cor.

Após o embotamento do potencial criativo, que nos é dado no nascimento, passamos, na fase do ensino da profissionalização nas faculdades, pela morte da intuição – e esta anda par e passo com a criatividade. Professores nos ensinarão métodos que exigem certeza total nos processos. Em muitas empresas só se faz o que se tem absoluta certeza “de dar certo.” Os acionistas estão ansiosos por lucros cada vez mais gordos e não toleram erros com o sagrado capital. Mata-se a intuição e obriga-nos a seguir caminhos cartesianos, pois os idiotas da objetividade são os que dão as cartas. A mediocridade, que significa nivelar pela média, vence. É proibido tentar e errar.

As duas virtudes que podem dar algum significado ao ser humano – criatividade e intuição – fenecem em prol da certeza do tiro. Os que são acometidos pelas distorções do ensino, com o tempo começam a ficar melancólicos, pois descobrem, tardiamente, que viveram uma vida vazia ao se dar conta que lhes faltam boas lembranças, emoções e significados em seus atos passados.

A maturidade de uma vida vivida assim, normalmente, cristaliza estados depressivos, pois faltaram o que nos dá “anima-sopro-vida” – a alegria da criatividade e os erros e acertos da intuição. O individuo em vez de ouvir a si próprio, passou a vida ouvindo aos outros.

É cruel descobrir tardiamente que quando jovens fomos enganados, seduzidos pelos brilhos dos cargos, do poder e da promessa dos bônus nos finais do exercício. Como os “meninos burros” no filme do Pinocchio, depois de usados, somos sumariamente descartados sem qualquer explicação. A empresa que para nós parecia uma família risonha e franca, já nem nos permite mais passar pela recepção. Assim funciona o sistema. De que lado e em que fase da vida você está?

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  • PITA BRAGA CÔR

    É isso mesmo, apesar de que acho que os Bloqueios da Intuição e Criatividade das crianças passam por quase todos os adultos, e não apenas pelos professores e escolas. Especialmente pelos familiares.

    Por exemplo…Adulto não pode ver uma criança sem perguntar…E OS ESTUDOS, COMO VÃO ? Ou então, passar a mão em suas cabeças como se fossem uns URSINHOS…rs rs. Elas provavelmente se sentem INCULTOS e uns ET's.

    Uma experiência incrível, é que nuns jantares políticos que eu ajudava a organizar para a Julieta, no final eu enchia umas bechigas e ia passando pelas mesas. As crianças pequenas arregalavam os olhos. Eu chegava perto com uma cheia, e oferecia. Eloi, vc não acredita…Em 91,3% ( rs ) dos casos, a Mãe ou a Avó esticava o braço para apanhar a bechiga, no lugar da Criança. E aí vem minha diversão…Eu recolhia, e falava bem claro: È PARA ELA A BECHIGA ! ! !

    Taí o Adulto. Não só o adulto, o adulto e o mundo de hoje, que primeiro precisa verificar se não há um Explosivo Mortífero na bechiga ou numa Rosa ofertada com Carinho.

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    É isso mesmo, apesar de que acho que os Bloqueios da Intuição e Criatividade das crianças passam por quase todos os adultos, e não apenas pelos professores e escolas. Especialmente pelos familiares.

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    Uma experiência incrível é que em alguns jantares políticos que eu ajudava a organizar para a Julieta, no final eu enchia umas bechigas e ia passando pelas mesas. As crianças pequenas arregalavam os olhos. Eu então chegava perto com uma cheia, e oferecia. Eloi, vc não acredita…Em 91,3% ( rs ) dos casos, a Mãe ou a Avó esticava o braço para apanhar a bechiga, no lugar da Criança. E aí vem minha diversão…Eu recolhia, e falava bem claro: È PARA ELA A BECHIGA ! ! !

    Taí o Adulto. Não só o adulto, o adulto e o mundo de hoje, que primeiro precisa verificar se não há um Explosivo Mortífero na bechiga ou numa Rosa ofertada com Carinho.

  • A escola deforma nossos filhos com suas ideologias e práticas antiquadas. A escola tira dos nossos filhos não só a criatividade e intuição, mas também a espontaneidade, a contemplação do belo e o arrojo, que são os combustíveis da criatividade.

    Depois, lá na frente, essas ideologias servirão para manipulá-los a favor do "sistema", porque somos criados para sermos "dependentes de um trabalho para construir nossa identidade, acreditando em falácias organizacionais para nos sentir parte, mesmo sabendo da precariedade do nosso vínculo".

    Por minha sorte hoje estou do outro lado, tento mostrar aos meus filhos esse outro lado e principalmente tento bloquear nos meus alunos os anos de deformação escolar.

    Desculpe pelo longo comentário mas seu texto foi muito importante para mim.

    Abraços