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Uma das maiores dificuldades da comunicação interna nas empresas é decorrente da falta de verbalização que acomete alguns profissionais quando precisam explicar ideias, conceitos e projetos. Muitos são ótimos no domínio técnico das suas matérias, mas péssimos na hora de explicá-las porque lhes falta maior vocabulário.

Observamos excelentes engenheiros, bons laboratoristas e ótimos médicos que, na hora de passar conteúdo, travam. É fácil identificá-los, pois eles tentam explicar o que precisam tatibitateando em busca de palavras que não existem dentro de si. Os reflexos são claros: olham para cima remexendo os olhos, repetindo palavras e frases sem conexão numa sucessão de pensamentos desarticulados. “Eu sei que sei, mas não sei explicar porque me fogem as palavras.” Dizem quando necessitam esclarecer algo, principalmente em público.

A carência de um bom vocabulário faz a estagnação de carreiras promissoras. Para os cargos de maior relevância é preciso ir além do conhecimento da técnica. Para ser líder é preciso saber se exprimir com clareza e de maneira lógica. Dominar a arte de criar e contar histórias com a intenção de indicar propósitos e fornecer senso de direção e pertencimento aos seus comandados. Se você não nasceu com essas características, o hábito da boa leitura pode ajudá-lo.

O domínio de um bom vocabulário é construído por meio de muita leitura e ao longo do tempo. Como o executivo médio brasileiro lê muito pouco, cerca de dois livros por ano, a comunicação tornou-se um dos maiores problemas dentro das empresas. Um dado alarmante para um país que se diz globalizado.

As maiores desculpas para a não-leitura é a falta de tempo e o “eu não gosto de ler.” O remédio é começar devagar, escolhendo livros fáceis de serem digeridos. Leve-os consigo aonde for, leia no ônibus, nas salas de espera e no banheiro, o melhor lugar para uma leitura tranqüila. Arranje tempo, leia de madrugada quando perder o sono. Troque três dias por semana dedicados à televisão por algumas horas de leitura e, para pegar gosto aos poucos, descubra e freqüente os grupos de leitura da sua cidade. Com o tempo aprenderá a fazer melhores escolhas. Mas não se iluda, os resultados só virão a longo prazo. A leitura precisa de sedimentação para começar a fazer diferença na vida das pessoas. Mas, uma vez adquirido o hábito, os resultados serão bons, compensadores e para sempre.

Um vendedor de loja domina três mil palavras, seu supervisor umas seis mil. Shakespeare, na época em que o idioma inglês continha 150 mil palavras, dominava 20 mil e acrescentou mais seis mil à língua inglesa. Hoje, um presidente de empresa, de bom nível, se utiliza de 50 a 60 mil palavras para explicar como as coisas devem ser feitas. Quer fazer diferença na carreira? Comece a ler. Leia de tudo, dos livros técnicos da sua profissão aos clássicos, da boa ficção até aos livros de auto-ajuda.

Não é só para se expressar bem que precisamos de vocabulário, a posse de muitas palavras permite aumentarmos nossa criatividade. Com mais informações na memória, podemos fazer o que chamamos de polinização cruzada criativa, que é pegar uma informação de um lado, levar para o outro, cruzar com uma terceira e criar uma nova ideia. Quanto mais leitura, mais criativo você será. Quanto mais vocábulos dominar, mais dominará o ambiente de trabalho e de negócios. Terminou de ler este artigo, comece a ler um livro.

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  • Maria de Lourdes

    Elói, gostei muito desse artigo. Precisamos saber que tudo o que lemos nos traz informação, revisão de conceitos, mudança de ideias, inovação etc. Não necessariamente ou obrigatoriamente precisamos ler os clássicos pesados, mas todo texto que passar pelas nossas vistas.
    Um abraço, Lourdes

  • Prezado Eloi,
    Embora com um longo intervalo de tempo, somente agora me deparei com seu blog. Parabéns pelo artigo. Gostaria de saber a fonte dessa informação que você dá: quantas palavras um vendedor de loja, ou um presidente de empresa, domina. Estou preparando um workshop para ensinar poesia a gerentes, na forte suposição de que vale a pena trabalhar com o texto poético para elevar a capacidade da pessoa de lidar com a complexidade da vida de hoje. E essa informação me interessa muito.
    Abraços,
    Marco A. Oliveira
    P.S. Se puder entre no meu blog também: http://marco-oliveira.com.br