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Na Aliança Francesa de Curitiba – sede da Rua Prudente de Morais, 1101 – está disposta uma bela exposição de aquarelas sobre Paris do nosso Dante Mendonça.

Além de trabalhar muito bem o texto, Dante é um excelente cartunista e agora se revela na aquarela, uma das técnicas de pintura das mais difíceis.

Explicações sobre o trabalho

Sob o sol de Paris

“Midi à Paris”, ou Paris à luz do meio-dia, é uma série de 20 aquarelas feitas em dois “workshops” em anos consecutivos – maio de 2010 e 2011.

As obras são estudos e exercícios de aquarela (Stage d’aquarelle, paysages dans Paris — Carnets de voyage), ao lado de outros artistas de várias nacionalidades, com a orientação do maestro aquarelista Nicolas Petrescu-Alupi.

Na linguagem globalizada, esses desenhos rápidos feitos nas ruas ou nas mesas de cafés são chamados de “sketches” (rascunhos). Desenhos e pinturas feitos no olho da rua, com paradas para almoços nos bistrôs, sem a obrigação de se chegar a uma obra pronta. Ou seja: tinta, papel, pincel, um banquinho sob a luz do sol e muito bom humor.

“No filme Casablanca, quando Humphrey Bogart (Rick) despacha Ingrid Bergman (Ilsa) de volta para o marido, os dois se despedem do romance e entram para a história do cinema: 

— E nós, Rick? — ela pergunta. 

— Nós sempre teremos Paris! — responde o dono do Rick’s Bar. 

Seja no Norte da África, no Oeste americano, no Leste europeu ou no Sul do Brasil, sempre teremos Paris ao nosso alcance. Além do lugar cativo na memória, a teremos numa próxima viagem, no mapa turístico, na página da revista, no álbum de fotografias, num desenho adquirido de um bouquiniste ou podemos nos inscrever num curso de aquarela para levar na bagagem, de própria lavra, o elo de paixão entre Humphrey Bogart e Ingrid Bergman. 

Foi para trazer Paris no caderno de aquarela que encontrei o Stage d’aquarelle, paysage dans Paris — Carnets de voyage. Através do Google, tive acesso aos exercícios de aquarela ministrados nas ruas de Paris, num grupo de até 10 pessoas, com a orientação do maestro aquarelista Nicolas Petrescu-Alupi. Na linguagem globalizada, esses desenhos rápidos feitos nas ruas ou nas mesas de cafés são chamados de sketches, e a diversão onde estávamos inscritos chama-se Painting Workshop Paris-Cityscape. 

Sem lenço e sem documento, na luz do meio-dia, é uma viagem de imersão artística na cidade dos Parisii, cada dia num arrondissement, durante uma semana, com tempo para prospectar vários ângulos e fazer amigos provenientes de várias partes do mundo. 

Em maio de 2010, com o arquiteto e urbanista Fernando Popp, a nossa programação foi a seguinte: segunda-feira: Jardin du Luxembourg, na Praça Paul Claudel, das 10h às 17h; terça-feira: Jardin des Tuilleries, no terraço do Museu Jeu de Paume (manhã) e atrás do Museu do Louvre (à tarde); quarta-feira: Pont des Arts, a jornada inteira; quinta-feira: Marché Maubert, na Place Maubert, junto ao Boulevard Saint-Germain (manhã) e na Île St. Louis, nos fundos da Catedral Notre-Dame de Paris (à tarde); sexta-feira: Fontaine Louvais, uma das mais belas do mundo e, à tarde, no grande pátio do Palais Royal. A conclusão do curso foi ao meio-dia de sábado, na praça René Viviani, com vista esplêndida da Notre Dame, quando trocamos as figurinhas finais e nos despedimos com cassoulet e vinho nacional num bistrô bom, bacana e barato. 

O material para o workshop e demais detalhes estão no endereço www.atelieralupi.com. O requisito de participação é apenas este: N’oubliez pas votre bonne humeur et l’esprit de convivialité (É obrigatório não esquecer o bom humor e a cordialidade). 

Nem fotografia nem diário, o sketch é a forma que uma turma de viajantes experientes encontrou para registrar suas andanças pelo mundo. Com papel, lápis, pincel, uma aquarela, um banquinho e, acima de tudo, n’oubliez pas votre bonne humeur et l’esprit de convivialité, para viajar por este planeta ilustrado valem os mercados, os cafés, os restaurantes, as praças e os flâneurs. Enfim, a paisagem. 

E assim, com inspiração e bom humor, sempre teremos um novo Midi à Paris.”

Dante Mendonça

 

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