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Li em uma revista de etno-matemática – há revistas que tratam desse assunto – aliás, há revistas para tudo – que os indígenas brasileiros desconheciam os princípios do cálculo. Para eles, as quantidades eram: um, dois e muitos. Acredito que, por ser nosso território pródigo em biodiversidade e sem a inclemência dos fatores extremos do clima, nossos ancestrais não precisavam estocar comida para os tempos difíceis, daí o ato de calcular – somar, multiplicar, dividir e subtrair – não tenha se desenvolvido. Se a pesca e a caça eram abundantes e as frutas e vegetais comestíveis se encontravam por toda parte, para que contar ou se preocuparem estocá-las? Dois peixes tirados de um rio, com facilidade, já eram suficientes. Fazer contas para saber se a comida dará para um forte período de estiagem ou de inverno rigoroso é próprio para zonas estéreis e geladas, não para o nosso gigante pela própria natureza – Brasil.

Conta-se que a aritmética nasceu na Índia com o nome de bija-ganita, que significa a arte de contar sementes, isto é, os contadores precisavam dizer aos soberanos quanto de grãos havia em estoque para o período de estiagem. Povo com fome faz revolução. César invadiu o Egito para não deixar faltar farinha de trigo em Roma. O sonho do faraó sobre os sete anos de vacas magras e os sete anos de vacas gordas promoveu José, o decifrador de sonhos,  em ministro e administrador de silos.

Voltamos ao nosso país. Acredito que a incapacidade de pensar no futuro, de não termos o hábito da poupança e não sermos tão afetos às artes da matemática está no nosso DNA. Se aqui tudo ainda é tão farto, com  muita água, sol, terras férteis por que iríamos nos preocupar com coisas tão mundanas, como contar as riquezeas que temos? Para o povo brasileiro – basta a cada dia o seu mal.

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  • lourdinha Vilela

    Excelente! E se é para somar , dizem por aí que Deus é Brasileiro, além de todas as nossas riquezas materiais…

  • Jorge Eduardo Huyer

    Concordo, mas será que é justamente por isso que temos tantos sevandivas?