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Autoria: Eloi Zanetti

Fonte: Endeavor

Para evitar ser um ilustre desconhecido em seu próprio território, utilize a velha prática da folhetagem.

Lojistas e prestadores de serviços ficam surpresos quando constatam que apesar de estabelecidos por anos seguidos em determinados bairros, muitos dos moradores locais e até vizinhos jamais os perceberam e vão buscar produtos e serviços semelhantes em outros bairros ou cidades.
Uma das causas é porque nos esquecemos de contar à vizinhança que existimos e estamos à mão. Você sabe me contar onde posso encontrar os serviços de um chaveiro, borracheiro, mecânico ou a localização de uma escola ou cantina perto da sua casa? Se tiver o costume de andar a pé, passeando com o seu cão, poderá nos dizer, mas se só anda de carro vai ser difícil. Somos assim, não prestamos atenção no que nos é familiar.

Para não passar pela surpresa de se descobrir como um ilustre desconhecido em seu próprio território, utilize a velha e batida prática da folhetagem. Apesar de vivermos a era dos e-mails e do marketing, a distribuição de folhetos é ainda uma maneira eficiente, econômica, prática, abrangente e pontual de promover e realizar vendas.

Conheço uma pequena empresa na área de reforma de estofados que divulga seus serviços há décadas só fazendo folhetagem. Quando o movimento começa a declinar, um funcionário sai de casa em casa e vai deixando folhetos. Nem bem ele voltou à base já há interessados ligando para solicitar serviços.

E como deve ser um folheto de boa qualidade? Em primeiro lugar, o texto deve ser sintético e bem explicativo. Não perca tempo com introduções longas e vá direto ao assunto, concentrando-se em apenas uma ou duas ideias centrais. Certifique-se de que colocou todas as informações necessárias: endereço – com mapa se for necessário –  horários de atendimento, telefones, e-mail, blogs, sites, preços, condições de pagamento e as vantagens dos seus produtos ou serviços. Se tiver estacionamento ou convênio, diga onde fica. Não queira ser engraçadinho com piadas fora de contexto e ocasião, nem use dizeres religiosos, não se meta em política partidária e tenha cuidado com temas sobre futebol ou sexo – isso não é hora.

Para distribuir folhetos em lugares públicos, em algumas cidades deve-se pedir autorização na prefeitura. Nos grandes centros urbanos já existem profissionais qualificados em realizar este tipo de trabalho. Normalmente alguém que monitora um grupo de entregadores levando-os aos locais escolhidos, confere se o trabalho está sendo bem feito e presta conta do que fez. Se você for utilizá-los, peça referências a quem já usou o serviço, caso contrário poderá encontrar seus folhetos jogados por aí, ou dezenas numa só caixa de correio. É claro que, como em qualquer tipo de comunicação de massa, pode haver desperdício, mas os resultados alcançados por uma folheteria bem feita e distribuída sempre compensam. Outra forma de distribuí-los é encartando em jornais e revistas. Uma boa dica é encartá-los nas revistas dos clubes sociais. Negocie sempre, jamais aceite a primeira oferta e não tenha receio em tentar baixar o preço para um terço da proposta; pode ser que dê certo.

Você poderá gostar também de:

  • Homero C. Chichorro

    Olá Eloi. Complementando sua proposta acredito que o interessante é também deixar algum tipo de selo do tipo "recorte e ganhe" no impresso. Pode ser um brinde, um desconto ou qualquer outro benefício. Dessa forma os potenciais clientes que forem ao estabelecimento levam o selo e o empresário pode cadastrá-lo no momento do resgate do prêmio/bônus e iniciar um relacionamento com ele na sequência enviando e-mail marketing, newsletter, torpedos ou até ligações telefônicas. Dessa forma a ação pode ser mensurada e se torna mais efetiva. Acredito que assim é possível avaliar se o instrumento bem como seu apelo visual e conteúdo surtiram o efeito desejado e reavaliar a tática adequando-a ou, em alguns casos, descontinuando a iniciativa.

  • Consumista

    "Certifique-se de que colocou todas as informações necessárias: endereço – com mapa se for necessário – horários de atendimento, telefones, e-mail, blogs, sites, preços, condições de pagamento e as vantagens dos seus produtos ou serviços." Você disse tudo, menos com QUEM o cliente deve conversar e estabelecer confiança. O papel do vendedor estará se diluindo se os laços entre cliente e empresa continuarem afrouxando, porque não o consideram um comunicador de massa.

  • Prezado Elói, amigo de tantas jornadas, sua abordagem sobre a "comunicação com os vizinhos" é interessante, porém não entendo a folhetagem como o melhor instrumentos. Sobretudo, quando o veículo a ser utilizado é, reconhecidamente, um ponto de agressão ao meio ambiente. Se assim não fosse não haveria razão para a cidade ter uma lei específica regendo o seu uso. A Lei Ordinária nº 9237/1997 deveria servir para conter abusos, que acontecem a cada esquina com a entrega desses folhetos. Não seria melhor indicação os jornais de bairro? Fortalecer esses canais de comunicação, essa mídia, é ter retorno nas reivindicações para a melhoria da qualidade de vida do bairro. Afinal, enquanto a "grande mídia" se preocupa com o macro, os jornais de bairro estão vivenciando, divulgando e defendendo o seu microcosmo, o bairro onde circulam. Abs – Luiz Gonzaga de Mattos – Diretor-Editor do Jornal do Batel

    • eloi zanetti

      é claro que sendo proprietário de jornal de bairro, no seu caso o do Batel – um belo e eficiente jornal, vou tem que defender o seu peixe. Mas irei falar de jornais de bairros mais tarde, este texto faz parte de uma série chamada "comunicacao de guerrilha" que estou fazendo para o portal Endeavor. Sua vez chegará e conto com a sua colaboração.

  • Ah, ia me esquecendo: o Greca disse uma vez que os papéis de balas jogados na rua entupiam as "bocas de lobo" e acabavam provocando inundações na área central da cidade. Imagine, então, o que esses folhetos não provocam….rs.

  • julio zaruch

    Eloi: a frase "não prestamos atenção no que nos é familiar" é uma grande verdade. Certa vez escrevi que se o Arco do Triunfo fosse em Curitiba passariamos por ele com a mesma indiferença com que cruzamos o portal de Santa Felicidade. E convidei o leitor a exercitar o "olhar de turista" em sua própria cidade. Descobre-se coisas muito interessantes. A pé, naturalmente. Abraços, Júlio Zaruch

    • eloi zanetti

      Zaruch – ótima ideia a de andar a pé e exercitar o olhar. A intimidade provoca julgamentos descuidados. Nas situações familiares olhamos rapidamente as situações e os fatos quando deveríamos examiná-los com mais tempo e atenção. Uma situação familiar nos parece uma repetição de algo que já aconteceu, daí não olhamos com atenção e cometemos.

  • Paulo Cezar Dondoni

    -Ok. É interessante e faz com seja possivel sair dos eletronicos, que por sinal, eu sou um, daqueles que deletam quase todos sem ler. Porém, um participante citou " Greca", vai entupir as bocas de lobo.Sim, é muito possível e verdadeiro. Isso não ocorrerá se acontecer nessa Terra de Santa Cruz.. " Eduquem o povo e sejam felizes".

    • eloi zanetti

      Paulo, acredito que existe espaço para todas as midias, umas mais eficientes que outras. A escolha certa, por parte do comunicador e o seu uso correto é que vai fazer a diferenla. Há de se perguntar ao Grega se os seus "santinhos" de campanha nao entupiam bocas de lobo.

  • Felipe

    Gente, o debate ficou quase pessoal, espero que todos aqui contrários ao Elói, tenham no mínimo o resultado que ele já teve em sua carreira como "marketeiro", quem vive, pode falar, de gramática nós jovens empreendedores estamos cheios. Compartilhem experiências e resultados de sucesso. Isso é educar o povo, e encham nossas cabeças com exemplos positivos. E não com debates cheios de blá, blá, blá