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Fala-se muito sobre inovação nos dias atuais. O tema entrou com força nas pautas das revistas, jornais, palestras e seminários. Há tempos, discutindo com o meu amigo Marcos Camargo, ele saiu com essa: “É preciso que as velhas idéias morram com os seus donos para que as novas apareçam em toda a sua plenitude.”– Ele se referia aos velhos políticos brasileiros, aqueles da velha guarda com as suas ideias carcomidas, castradoras, regulatórias e que dão abertura a todo tipo de corrupção e impunidade.

Tempos depois, relendo o livro “O Heroi de Mil Faces”, de Joseph Campbell encontrei essa passagem:

Apenas o nascimento pode conquistar a morte – nascimento não da coisa antiga, mas de algo novo. Dentro do espírito e do organismo social deve haver – se pretendemos obter uma longa sobrevivência – uma contínua “recorrência de nascimento” destinada a anular as recorrências ininterruptas da morte. Tanto na paz, quanto na guerra, a mudança e a permanência, são armadilhas. Quando chegar o dia em que seremos vencidos pela morte, ela vem: nada poderemos fazer, exceto aceitar a crucificação – e a consequente ressurreição – ou o completo desmembramento – e o consequente renascimento.

Em resumo, o meu amigo Marcos falou a mesma coisa que o professor acima: Em política, é necessário que as velhas ideias morram com os seus donos para que surjam as novas.

Hoje, no Brasil, assistimos a ansiedade do povo por mudanças e inovações nas estruturas política, jurídica e na administração pública – burocracia em excesso – Em sua opinião, essas mudanças estão se processando como a população pretende?

• Por que a América Latina ainda persiste em andar para trás enquanto países mais antigos: Coréia, China e Índia estão conseguindo se reerguer e apresentar bons resultados econômicos, educativos e de bem estar para as suas populações?

• Os velhos políticos estão saindo de cena, e os novos? Apareceram com novas ideias e propostas, ou já foram coaptados pelos antigos esquemas?

• As universidades brasileiras andam paripasso com a modernidade exibida por nossas empresas, pela população e pelo mundo atual?

• E os partidos políticos – alguns deles podem representar as mudanças pretendidas pela população ou estão ficando no meio do caminho?

Aguardo comentários

Inovação, renascimento e ressurreição

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  • Olá Zanetti! Você comentou que o povo anseia por mudança, mas infelizmente é o próprio povo que mantém os velhos políticos no poder, seja por medo de arriscar com os novos políticos (vai que ele é pior do que o velho?) ou simplesmente por falta de novas opções, afinal os partidos não apresentam novas ideias e muito menos novos candidatos, o que afasta cada vez mais a população em geral e, especificamente falando, se distancia do jovem brasileiro.

    • eloi zanetti

      Você me fez lembrar de um conto curtíssimo: o povo estava comemorando a queda de um tirano que havia ficado 50 anos no poder. Uma velhinha não participava das festas e alguém perguntou a ela: mas você não está feliz com a queda do tirano? Ela disse: este eu já conhecia, tenho medo dos novos que assumiram o poder, estes eu ainda não conheço.