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É um paradoxo, mas grande parte das inovações nas áreas da tecnologia da informação, web, está sendo realizada pelo pessoal da pirataria. As pessoas estão encontrando outros usos para as ferramentas inventadas pelas grandes corporações, muitas vezes com ideias totalmente diferentes daquelas que iniciaram o processo. Aplicativos geniais saem da cabeça e do trabalho dos informais que, livres dos processos restritivos e dos sistemas fechados impostos pela burocracia corporativa, deitam e rolam sobre o produto ou serviço base apresentado. Novos aplicativos pipocam a olhos vistos em todas as partes. O processo colaborativo das redes informais facilita a ousadia e em conseqüência a invenção. Piratas compartilham ideias, “gente séria” as esconde. Sucesso feito, depois, como nos velhos tempos, piratas são perdoados e viram empresas/corsários. Oficializados, entram no mercado oficial.

Vale lembrar também que a maior parte das estradas, passos entre montanhas e caminhos interligando países, regiões e cidades foram abertas pelo pessoal da contravenção, contrabandistas. Em uma época em que os governos bloqueavam os caminhos para a cobrança dos impostos, o famoso quinto, imediatamente o povo abria outro trecho, muitas vezes mais difícil de ser desbravado. Hoje rolamos por estradas que outrora eram caminhos de fuga ou escape e nem sabemos. Os governos, como sempre imobilizados em seus interesses não iam se dar ao trabalho de abrir tais estradas. E assim, de contravenção em contravenção, a humanidade prospera.

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  • Muito bacana o seu texto. Trabalho na área de TI há 19 anos e, acredito que desde o início, sempre convivi com esta realidade.
    Acho que a cópia é o reconhecimento de algo bom. Entretanto, sempre identifiquei este paradoxo: empresas nascem à partir de cópia de algo mas depois se protegem, criticam e evitam que outros a copiem para, obviamente, proteger seus interesses. Afinal, precisam vender.
    Copiar não é algo imprescindível para a inovação, certo? Não parece contraditório este compartilhamento infinito de informações e experiências versus o protecionismo empresarial que também é algo importante?
    Desculpe por estas divagações da madrugada… 🙂