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Apresentação

Miguel Sanches Neto

Nascido em Curitiba, criado no Norte do Paraná e radicado na capital do Estado, Eloi Zanetti desenvolveu um olhar marcado pela inclusão. Entende Curitiba como um ponto de confluência, uma soma da contribuição de todos os que a escolheram para morar. Há décadas pensando a cultura paranaense, Eloi vem trabalhando com a idéia de uma cidade aberta ao outro – aberta aos outros. Ser curitibano não pressupõe, para ele, a posse de uma tradição fechada. Basta adotar a cidade, zelar por ela, viver as suas diferenças para que os novos moradores, venham de onde vierem, se vejam integrados.

 Elegendo a diversidade étnica como matriz da Curitiba moderna, ele valoriza este dado fundador e reivindica a entrada de novos atores, oriundos do interior do Paraná, de outros estados e de outros países.
A sua Curitiba é uma cidade móvel, que se modifica diariamente.

Reconhecer esta mobilidade não significa, no entanto, desvalorizar os elementos locais. Boa parte dos textos aqui reunidos fala de traços culturais próprios, de pessoas que, mesmo não tendo nascido nela, se confundem com a cidade. Este livro é, assim, uma radiografia do homem curitibano, das tradições e das modernidades, compondo uma coleção de histórias ou de trajetórias que nos caracteriza.

E é como um painel que o vejo. Um painel igual aos muitos que Poty criou e espalhou pela cidade. Eles contam a vida paranaense a partir de fragmentos. Neste tipo de obra, o episódio mínimo ganha um valor de metáfora, trazendo consigo todo um tempo. Os personagens apresentados por Eloi se fazem simbólicos, representando comportamentos coletivos.

Cronista atento, dono de um olhar de primeira vez, que lhe permite fazer pequenas/grandes descobertas, Eloi Zanetti constrói um mapa da identidade local, ao mesmo tempo em que defende um conceito de cidade. Ser curitibano é, por exemplo, não jogar lixo na rua. Este hábito, que poderia ser tido como irrelevante, mostra uma postura conservacionista que distingue a capital. É uma espécie de micropostura política, ideológica e existen- cial.

Identificando esta e outras imagens, o cronista faz o desenho de uma cidade, de um estado, sempre a partir das pequenas coisas. Esta é uma de suas marcas: uma atenção para o detalhe, sem o qual a vida perde o sentido. Escritos num tom de conversa, de conversa amiga, estes textos refletem o projeto de pensar Curitiba (e o Paraná) como umbigo do mundo, dando-lhes uma centralidade. Embora telúricos, eles não trazem ranço bairrista, mostrando antes de tudo uma cidade que cresceu sem perder a feição humana.

E é o homem Eloi Zanetti que vemos em cada um destes textos, entusiasmado com a vida na maior parte das vezes, irritado com comportamentos inadequados em outras, mas sempre humano, demasiadamente humano. Um homem que quer compartilhar as suas descobertas, pois é para isso que serve um livro. E é para isso que existem os autores – para multiplicar olhares. Curitiba e o Paraná ficam maiores com este livro.

Quem é o curitibano típico?

A mistura dos tipos humanos que forma a Curi- tiba de hoje criou um personagem que sabe se esconder por trás de uma aparente timidez. O curitibano mostra-se ressabiado com estranhos e mantém sempre um “pé lá, outro cá” quando precisa conviver com gente de fora. Comporta- mento que o estrangeiro logo percebe quando pisa pela primeira vez na cidade.

É que o curitibano precisa confiar no outro antes de oferecer sua amizade. Uma vez acer- tado este assunto, ele será seu amigo para o resto da vida.

Navios de imigrantes que aportaram aqui promoveram uma das maiores misturas de raças do mundo. Nossas famílias não vieram com as caravelas de Dom João VI. O curitibano típico não teve a tradição da terra brasilis nem o tempo do amadurecimento cultural, propiciado ao longo da história aos baianos, mineiros, cariocas, paulistas e pernambucanos.

Por isso, pensamos como alemães, agimos igual aos italianos, cantamos como os ucra- nianos, somos tímidos como os japoneses e emotivos como os polacos.

Eloi Zanetti

Senso de pertencimento

A ideia de pertencer a uma coletividade é tão antiga e óbvia que raramente nos damos conta da sua importância. Pertencer e se identificar com um grupo é tão necessário ao ser humano quanto para a maioria dos animais. É por isso que nos unimos e formamos famílias, tribos, torcidas e até gangues. Empresas, governos, partidos e impérios se esfacelam quando o senso de pertencimento – o amálgama que une seus participantes – deixa de existir.

Quando o povo de um país, estado ou cidade sente, durante muito tempo, a falta de projetos estrutu- rais e de lideranças autênticas, desencadeia um processo de deterioração do seu tecido social chamado anomia. As consequências são a não-identificação com o lugar e a destruição das bases do bom relacio- namento: sobra uma situação de “salve-se quem puder”.

Inseridas no contexto e com a noção clara do rumo a trilhar as pessoas gostam de dizer: “Tenho orgulho de morar nesta cidade e ajudar a construir a sua história neste momento. Aqui tenho a minha turma e com ela faço minhas referências e conexões”.

Foi esta identificação de causas semelhantes que fez nossos antepassados se reunirem em diferentes clubes sociais. Não há cidade no Novo Mundo formada por imigrantes que não tenha um clube italiano, alemão, polonês, japonês, etc.

Historiadores dizem que os moradores de Roma, muito antes de ela ser a capital do Império Romano – a mais importante cidade do seu tempo – mostravam grande orgulho em serem romanos. Até os escravos sentiam orgulho das suas cidadanias. Foi a atitude de pertencimento do seu povo que criou a base futura do grande destino de Roma.

Longe de querer comparar Curitiba com Roma antiga, mas podemos dizer com segu- rança que, hoje, o morador de Curitiba, nativo ou não, sente orgulho da cidade e se preocupa com ela.

A gente só protege aquilo que ama. 

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  • domingos pellegrini

    Pô, Elói, sou bem burrinho pressas coisas de internet… Afinal, como se compra o livro?

    • eloi_zanetti

      Olá Domingos, é bem simples, basta acessar nossa loja virtual no Facebook, http://www.facebook.com/eloi.zanetti/app_30599007… Lá você segue os passos como qualquer outra compra normal, qualquer dúvida pode voltar a comentar. Obrigado!