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warholdeen marilin
Assisti a um documentário sobre Andy Warhol, ilustrador comercial e artista plástico de sucesso, ícone do movimento pop-art nas décadas de 50, 60 e 70. Filho de imigrantes eslavos paupérrimos, doente desde a infância, carregava problemas de pele que, descolorida, o deixavam com aparência esquisita, – quase um ET. Perdeu os cabelos aos 20 anos, usava perucas horríveis, tinha baixíssima autoestima e por causa disso não conseguia se relacionar sexualmente com nenhum dos gêneros. Apesar desses fatores desfavoráveis fez sucesso na carreira profissional, mas queria ir além, tinha sonhos de grandeza virar celebridade a qualquer custo e, esse esforço o deixava profundamente infeliz. Certa vez, rejeitado por um parceiro, em desespero largou tudo e foi perambular pelo mundo e, ao caminhar por uma cidadezinha em Bali viu em uma praça uma família festejando, na maior alegria, alguma coisa. Foi ver de perto – era um velório -, levou um choque, descobriu que, ao contrário do seu povo, para aquela cultura a morte era motivo de festa. Em momento de epifania, refletiu que tudo na vida é uma questão do ponto de vista de cada um. Falou a si próprio. – E daí? – o que valem as coisas, se tudo depende de como cada pessoa enxerga algo. Eu que procuro desesperadamente por fama e reconhecimento sofro e, na verdade isto é apenas um ponto de vista, o meu.Voltou para Nova Yorque passando-se a se aceitar como era, não se importando mais sobre o que pensavam sobre ele e, já não queria mais ser famoso; ato que deu inicio à sua fama mundial – virou a celebridade que tanto almejava. Se Varhol tivesse estudado os estoicos (Senêca) teria encurtado caminho e não sofrido tanto, aprenderia que “se uma pessoa, fato ou situação nos incomodam é por causa do nosso ponto de vista sobre a questão, outra pessoa em nosso lugar veria as coisas de modo totalmente diferente”. Simples assim.

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